Muito boa noite e saudações!
A equipe GARRA participou do encontro citado acima na última semana (de 05 a 08 de agosto) em Imaruí – SC que reuniu cerca de 40 alunos um coordenador e cinco instrutores. Desde o primeiro momento, a adaptabilidade e criatividade do tático foram testadas. É preciso deixar claro, que participei como aluno. As condições apresentada a nós alunos sempre adversa: o tempo quando não foi chuvoso foi tórrido. As madrugadas longas, os dias exaustivos, e as horas de sono: escassas.
Sem dúvida foi uma experiência sem igual. O Sgto. Alfredo Pedro Hoffmann (PELOPES) coordenou o curso e fez das tripas, coração para que a coisa toda funcionasse. Seria melhor se fosse pior, Sargento? Tivemos intrutores peritos em descensão armada, imobilizações táticas, assaltos táticos a ônibus, abordagem de veículos, intrutores peritos em CQB (combate em ambientes confinados) e táticas contra-guerrilha. O corpo de instrução era composto por ex-militares, policiais, e profissionais da segurança pública e privada.
As situações adversas não ocorreram exclusivamente aos alunos: o esforço dos intrutores foi essencial e indispensável ao sucesso obtido no curso. Foram executadas (com autorização da prefeitura municipal e polícia militar local) dinâmicas de instrução no próprio perímetro urbano. Algo raríssimo em se falando de instrução militar. O povo da cidade de Imaruí foi extremamente compreensivo e cooperativo, apesar de termos impedido a sua pacata rotina com sirenes, canções militares, tiros de paintball e patrulhas noturnas.
Particularmente, aprendi muitas coisas sobre superação, companheirismo, disciplina de combate e, é claro, prática e teoria de Ações Táticas. Tive o prazer de conhecer pessoas perseverantes e resilientes tanto no corpo de alunos, como de instrução. Tenho também a alegria de dizer que fiz amigos nesses poucos dias onde estivemos sob o mesmo pedaço de céu e partilhamos da água do mesmo cantil. Lima, Joel, Branco, Melo, um abraço a todos os quatro e que continuem com a disciplina e aplicação que demonstraram a todos nós durante os dias de instrução.
Me sinto na obrigação de criar um parágrafo para retratar um pouco da luta do xerife da instrução. Joelcio Kotviski, após as missões de paz localizadas em terreno africano no passado, foi capaz de gerenciar todo o efetivo do curso com excelência apesar de todas as pressões e certas indulgências demonstradas durante o período por alguns dos então presentes.
Tive o prazer do mérito de gritar “CAVEIRA!” junto ao instutor Lima após uma instrução de CQB. Lima! O Big Game é na 3a semana de setembro! Você vem! Foda-se! Ah, e eu quero uma camisa de presente, seu monstro. Até lá mando fazer uma GG do GARRA pra você. Perdoem o linguajar chulo, mas tem horas em que é quase crime usar de filtros verbais.
Enfim, o curso foi um puta de um turbilhão envolvendo paciência, resistência, perseverança e força de vontade. No fim das contas, foi uma zebra: daquelas que dá muito certo no fim do dia.
Particularmente, não sei se mereci o brevê. Cheguei a um ponto de exaustão física nunca antes por mim conhecido. Cheguei a “pedir p’ra ir embora”. Apesar dos pesares, nada temi até o fim.
Gabriel da Silva Jacques, da equipe GARRA de paintball.